Espero que consigam sentir e curtir pelo menos um pouco do que foi essa nossa aventura (e espero que possa ajudar também quem quer fazer a mesma viagem).
Tudo começou com uma conversa do tipo: "vamos viajar?"
-Vamos! Pra onde?
-Vamos de carro, pro Chile? Fazer os Andes?
-Eu topo!
E foi mais ou menos assim que a ideia surgiu. Em duas semanas todos os empecilhos haviam sido sanados (férias, dinheiro, crianças...). A viagem foi programada por somente essas 2 semanas. E quando digo programada, quero dizer, o mapa! Sabíamos por onde passaríamos (mais ou menos). E só. Pesquisamos muito como funcionava para entrar, onde dar entrada e saída nos papéis, e o que era obrigatório ter no carro, pois nos avisaram que os policiais pegavam bem no pé de estrangeiros.
Então, no carro tínhamos:
- carta verde - seguro do veículo - Mercosul (sem essa nem se entra na Argentina);
- Identidades;
- Carteira de motorista (que não foi pedida nenhuma vez);
- mortalha (lençol branco para cobrir mortos) (sinixxxxtro);
- cambão (ferro que liga dois carros, caso um tenha que quer guinchado);
- triangulo extra;
- caixa térmica com muita garrafinha de água dentro;
- sacolinhas plásticas extras (essas são muito, muito importantes para as roupas sujas);
- malas com roupas de verão e de inverno;
- cobertor;
- notebook;
- ipod;
- câmera fotográfica;
- cadernos e canetas para anotações;
- GPS (nossa amiga "Grabriela Encarnación del Imaculada Consepción" que salvou nossas peles).
Nosso carro: um celta branco, zerinho (1 mês de uso, 1.0. Sem ar-condicionado).
Às 4h e 04 minutos da madrugada do dia 11 de Março de 2012, saímos de Itapema rumo à Corrientes, na Argentina. Essa seria a viagem mais longa de todo o nosso trajeto.
Perto de Lages/SC, foi nossa primeira parada. O sol estava nascendo e foi impossível não parar para registrar:
Saindo de SC... Entramos em Vacaria/RS às 8h55min. Na entrada da cidade, GPS deu uma perdida e rodamos um pouco até conseguirmos sair e dar continuidade na viagem.
Quando foi 12h, paramos em uma cidade chamada Carazinho/Rs, para almoçarmos e esticarmos as pernas. O problema foi que, como era Domingo, não havia nada aberto. Rodamos um pouco e paramos na panificadora "Novo Sabor", a única que achamos aberta, para comermos um lanche e seguimos.
Até aqui, já tínhamos feito 600km de viagem.
As estradas muito boas do Rio Grande do Sul, pedágios caros, porém a paisagem um pouco cansativa de olhar... No começo é bonito, mas chega uma hora que cansa (muito verde, muita plantação, hehe). Fiz algumas fotos de dentro do carro mesmo, com o mesmo em movimento:
Quando foi 16h, chegamos em São Borja, a última cidade do Brasil. Ficamos um pouco em dúvida se seguíamos até nosso destino, ou ficávamos por ali, por conta do horário. Eu estava com um pouco de medo de entrar na Argentina já de tarde... Mas o Chris estava confiante da ideia. E seguimos.
Paramos na Aduana Argentina para dar entrada nos papéis e a primeira coisa que nos pediram foi a carta verde (do carro) e identidades.
Trocamos o dinheiro ali mesmo. Pagaram R$0.42 no peso Argentino e R$1.90 no Dollar. Acredito que se tivéssemos trocando antes, pagaríamos menos, mas tudo bem.
Não tivemos que declarar nossos equipamentos, pois nos informaram que se tivéssemos como provar que já era tudo nosso, não teríamos problema... Então, ok!
Isso tudo levou cerca de 1h.
Saímos do controle alfandegário às 17h e seguimos pela ruta Argentina. Às 17h38min fizemos 1000Km de viagem.
A paisagem já mudou completamente:
Vimos muitas “queimadas controladas” no decorrer do caminho. Muitas, muitas mesmo! Tinha horas que a fumaça das queimadas era tanta, que não sabíamos ser era fumaça ou nuvem. E vimos também, o por do sol mais incrível que já tínhamos visto na vida:
Andamos, andamos, andamos...
Começou a escurecer e quando a lua surgiu, tivemos que parar novamente... Eu morrendo de medo de parar na estrada super escura e movimentada... Coloquei minha 300mm... Subi no carro e valeu a pena:
Andamos, andamos, andamos... E após 18h de viagem, quando foi 22h22min, chegamos, enfim, a Corrientes, para passarmos nossa primeira noite.
O GPS praticamente nos deixou na porta de um hotel, meio que "sem querer querendo".
O hotel, Confianza, bonzinho e barato (ótimo para quem, como nós, iria passar somente a noite mesmo). Pagamos $260.00 (Pesos Argentinos), em torno de R$110.00. Pedimos informação de lugar para podermos jantar, e nos indicaram uma Pizzaria ali perto, e ali fomos, mortos de fome. A pizzaria parecia um restaurante chique, uma graça. Fizemos o pedido e demorou para nos fazermos entender quanto ao refrigerante. A pizza estava deliciosa e o refrigerante, em litro de garrafa de vidro... 7Up (sévenap, achamos o máximo, hehe). Tudo muito bom. Quando fomos pagar a conta, nos informaram que indicação pelo hotel que fomos, tinha desconto. Ótimo. Pagamos $36.00 (pesos Argentinos), o que deu em torno de R$15.00. Quando é que se paga isso pra jantar no Brasil?
Voltamos pro hotel e dormimos. Ainda teríamos muito, muito chão pela frente...






Primeiro!!
ResponderExcluirAdorei Carola!!
Ansioso pra ver os próximos posts!!!
Qual camera vc tem??
As fotos? Incriveis!!!
Parabensss amiga!
Ahhh, conta mais, conta!!!!! Adorei, Carol!!! A viagem deve ter sido maravilhosa!!! Lindas fotos!!!!
ResponderExcluirBeijos!!!
Adorei ler tudo isso (e ver as fotos, claro) queria conseguir detalhar meus passeios assim também! Muito bom!
ResponderExcluirahhh que sonho de viagem!!!!!! depois quero ler mais!!!!!!!!! lindas fotos!!!!
ResponderExcluirConta mais sim! Que leitura gostosa, parece que a gente vai junto! Ansiosa pelo próximo post :)
ResponderExcluirBj
Adoreeeeeeeeeeeeeeei!!! O Cris me contando eu só imaginava que delícia! ADOREI ver as fotos e o relato assim, detalhado! Vou acompanhar os próximos ;)
ResponderExcluirBjs
Carol que viagem mais maravilhosa, amei todos os detalhes!!!! e as fotos nem tem o que falar né??? sou fã
ResponderExcluirTive que rir do GPS que deu pau em Vacaria (sabia que sou de lá?) é tão fim de tudo que nem o GPS funciona kkkkkkk